
Acima do burburinho da taverna, escondidos por um corredor estreito e uma escada de madeira que range demais para abrigar segredos, encontram-se os quartos dos alojamentos.
Acima do burburinho da taverna, escondidos por um corredor estreito e uma escada de madeira que range demais para abrigar segredos, encontram-se os quartos dos alojamentos. Cada porta é uma promessa de descanso que a cidade de Fractária quase nunca cumpre. As paredes são finas — ouvem-se as conversas do balcão lá embaixo, e também os passos de quem vem subindo no meio da noite com a mão na adaga.
É neste andar que feridas são tratadas em silêncio, que braços se enfaixam à luz de velas, que sussurros se trocam por moedas. Os hóspedes raramente são quem dizem ser. Um peregrino exausto pode ser um Templário fugindo do próprio nome; uma viajante atrás de uma noite de sono pode ser uma bruxa esperando o veneno fazer efeito no quarto ao lado.
Mesmo dentro das paredes da taverna, a Praga da Paz não alcança — os alojamentos pertencem a quem paga, e o que se trama a portas fechadas não é assunto de Anshatar. Aqui o sono é breve, e os sonhos, quando vêm, costumam ter o gosto azedo das memórias que se queria deixar para trás...
Ecos canônicos. Foi neste andar que Kamael Darkborn — o Templário Mascarado da Velha Guarda, irmão de pacto de sangue de Lorian Cittagon — despertou debilitado pelo Vazio invocado por Zhuria Von Ist Schicksal, vendo a bruxa sentada à sua frente com aquele sorriso sádico, prometendo cobrar tudo que ele havia ousado ameaçar. "Você... vai morrer..." — murmurou ele, sem força nas pernas. O ajuste de contas duraria semanas.