
No coração do cinturão verde das Florestas de Fractária — entre a aldeia e a cordilheira — encontra-se uma cafeteria que não combina com nada ao redor.
No coração do cinturão verde das Florestas de Fractária — entre a aldeia e a cordilheira — encontra-se uma cafeteria que não combina com nada ao redor. Paredes claras, flores nos vasos, cheiro adocicado de chá borbulhando. O nome é Limão Doce, e o nome cumpre o que promete. Em um mundo de espinhos e sangue, um cheiro de bolo é quase blasfêmia.
Foi a casa que Eloy ergueu para ser refúgio dos que ainda têm coragem de beber chá. Sua sócia Claire — a encarregada das bebidas, mãos de farinha e sorriso aconchegante — controla as ervas com magia delicada, fazendo-as flutuarem suavemente até o lugar em que devem estar. "Esse é o objetivo do Limão Doce, acolher a todos", ecoava a voz de Claire quando atravessava a porta com um avental cinza e vergonha pelo avental sujo.
O ambiente é silencioso e pacífico — quando as portas estão fechadas. O cheiro adocicado e refrescante das flores que enfeitam o ambiente faz com que até um Templário do Vazio se sinta relaxado ali... como se, naquele momento, não houvesse mais nada com o que se preocupar. Um sentimento único, que faz tempo nenhum dos hóspedes não experimenta.
Mas a Floresta de Fractária não deixa cafeterias em paz por muito tempo. BAM BAM BAM — alguém esmurra a porta com força demais. Sempre alguém esmurra a porta.
Ecos canônicos. Foi aqui que Kamael Darkborn — o Templário Sangrento de Frostmoon — encontrou Claire sozinha na cafeteria depois que Eloy chegou em casa em segurança, aceitou um chá suave em vez do gole de álcool que esperava, e ouviu os passos pesados se aproximarem da porta antes que o silêncio do bolo borbulhando fosse rompido pelos BAM BAM BAM que sempre chegam aos refúgios deste mundo.