
Em algum ponto da névoa de Vanisser ergue-se — ou parece erguer-se — a Capela dos Desolados, que os fiéis do medo chamam de Capela de Yffa.
Em algum ponto da névoa de Vanisser ergue-se — ou parece erguer-se — a Capela dos Desolados, que os fiéis do medo chamam de Capela de Yffa. Seu paradeiro é um enigma envolto em mistério: diz-se que está em vários lugares ao mesmo tempo, e ao mesmo tempo em lugar nenhum. Procurá-la é garantia de jamais encontrá-la. Encontrá-la, sem procurar, é garantia de jamais voltar inteiro.
A trilha que conduz até a entrada principal é tortuosa e sombria, ladeada por uma miríade de túmulos espalhados — testemunhas silenciosas do mal supremo que ali reside. As lápides não trazem nomes. Ou trazem nomes que ainda serão escritos. Quem se detém para ler descobre, com horror, que reconhece a letra.
Dentro das paredes profanas manifesta-se a Devoradora de Rostos — ou aquilo que a Irmã Yffa escolheu mostrar daquele dia, naquela hora, àquele visitante. A Donzela mais próxima do Vazio não recebe peregrinos. Recebe oferendas. E o que se oferta nessa capela não é incenso nem prece — é o próprio rosto.
Poucos seres espirituais retornam. Os que retornam, retornam outros, como se algo novo e sinistro tivesse sido moldado em troca do que entrou. "Preste o seu rosto, ó desolado, que a Madre devolverá um melhor" — sussurra-se nas pedras úmidas, em uma voz que ninguém terminou de identificar.
Ecos canônicos. Ainda não há ecos registrados neste local. O que aqui vier a acontecer será o primeiro.