
Nos cantos mais ocultos da Árvore Espiritual, onde o destino final aguarda todas as almas, Vanisser abriga um lugar que sequer pertence ao descanso eterno — o Cemitério dos Esquecidos.
Nos cantos mais ocultos da Árvore Espiritual, onde o destino final aguarda todas as almas, Vanisser abriga um lugar que sequer pertence ao descanso eterno — o Cemitério dos Esquecidos. Aqui são depositadas as almas que foram cruelmente ceifadas e corrompidas, arrancadas dos Galhos mais altos pela fria garra das correntes abissais. Aqui são esquecidas. E o esquecimento, nesse domínio, é uma sentença pior do que a morte.
Um horizonte macabro se estende diante de quem se atreve a olhar: uma miríade de túmulos que se perde na escuridão sem fim, sem cerca, sem início, sem saída. Parece não haver limite para a quantidade de almas amarguradas sepultadas em um lugar tão amaldiçoado — e talvez não haja mesmo. Gloomhaven enterra mais do que pode lembrar.
O repouso eterno é negado nessas terras. Os espíritos contorcem-se em temor ao pensar em encontrar-se nos abraços vazios do além, e os suspiros angustiados ecoam pelas lápides como um coral de dor que ninguém terminou de cantar. Há quem diga que o cemitério é uma extensão do Galho Abissal, e que o que aqui jaz não jaz — apenas espera ser lembrado por alguém que já não existe.
Ecos canônicos. Ainda não há ecos registrados neste local. O que aqui vier a acontecer será o primeiro.