
O Centro Ourabrasa é o pátio que abraça todo o reino de Ghanliew — a cidade dourada dos Inflamados, o orgulho radiante da Imperatriz —, conectando palácio, quartel, alojamentos e praças com a eficiência fria de quem desenhou cada passagem como obra de arte.
O Centro Ourabrasa é o pátio que abraça todo o reino de Ghanliew — a cidade dourada dos Inflamados, o orgulho radiante da Imperatriz —, conectando palácio, quartel, alojamentos e praças com a eficiência fria de quem desenhou cada passagem como obra de arte. Adornam-se com flores e uma natureza exuberante; é difícil acreditar que, naquela Árvore adoecida pelo Outono, um Refúgio Sombrio possa abrigar tamanha tranquilidade.
Os espíritos caminham aqui envoltos em uma sensação enganadora de paz, como se o amanhã nunca pudesse trazer a morte. Mercadores estendem suas mercadorias sob a luz dourada, mensageiros cruzam o pátio em formação, e Sentinelas observam de cada ângulo... é isso o que a Imperatriz fez por todos que se devotam a ela e à sua causa. Um oásis de beleza onde se vive — ou parece-se viver — protegido e cheio de esperança.
Mas o ouro de Ghanliew não esconde tudo. Quando o vazio irrompe num peito que não suporta mais a Praga da Paz, é aqui, em pleno centro, que o desespero costuma tomar forma. Os olhares de medo e preconceito formam um círculo, e a multidão se afasta — e o que vem depois nem sempre é silencioso.
Ecos canônicos. Foi neste pátio que Arthuro Vangodon — mestiço Inflamado dominado pela personificação sombria de seu próprio interior — ajoelhou-se sob o peso do vazio e deixou que chamas azuis consumissem as construções em volta. Um grupo de moradores correu para suas mãos, cercado por um círculo de fogo, e o demônio que o habitava riu enquanto a arrogância dos julgadores virava combustível. Aceite que perdeu. Aceite-me por completo.