
Em Lunavéu — a região celestial, o paraíso encantado onde as Estrelas cintilam e contemplam com benevolência aqueles que caminham sob seu brilho — as Cordilheiras Estelares se erguem majestosas nos arredores, cercadas por um manto estrelado que parece formar uma cúpula celestial sobre a região em pleno florescer.
Em Lunavéu — a região celestial, o paraíso encantado onde as Estrelas cintilam e contemplam com benevolência aqueles que caminham sob seu brilho — as Cordilheiras Estelares se erguem majestosas nos arredores, cercadas por um manto estrelado que parece formar uma cúpula celestial sobre a região em pleno florescer.
As montanhas atraem os espíritos de forma irresistível. Há quem suba ali apenas para o banho de lua, deitando-se sobre as rochas frias, deixando-se acariciar pela luz prateada como se fosse possível tocar os raios das Estrelas em uma alucinação inocente. O frio das Cordilheiras não é o frio congelante de Hudantel — é mais brando, mais cosmológico, mais... contemplativo. Mesmo um Nascido do Inverno pode descansar aqui sem sentir o gelo dos Invernais.
Mas a paisagem não é apenas refúgio. As Cordilheiras servem de área de atuação para a Matilha Ancestral, a guilda dos Luas Crepusculares e de seus aliados. Recrutamentos acontecem aqui, sob as Auroras, no exato instante em que dois espíritos solitários se encontram e descobrem, no eco da pergunta "o que faz aqui?", que talvez não estejam mais sozinhos. As Estrelas observam.
Ecos canônicos. Foi aqui que Branwen Coldmourn — o Nascido do Inverno paranóico — encontrou Nox Inanis, âncora-assassina mascarada, em banho de lua, e descobriu que ela já conhecia Ophelios Selene através de Thifanir, a Tradutora; e foi aqui também que Ophelios e Thifanir, observando por horas o silêncio do treinamento, recrutaram Kamaria Aurora — a crepuscular-amanhecer de cordas vocais ineficientes que projeta a voz pelos ventos — para a Matilha Ancestral.