
Dos tempos em que Hudantel era próspero e cheio de vida, nada restou além de um lamento silencioso e desolador.
Dos tempos em que Hudantel era próspero e cheio de vida, nada restou além de um lamento silencioso e desolador. As Cristaleiras, outrora conhecidas como um dos lugares mais mágicos e sagrados, onde os Nascidos dos Invernos se reuniam para comemorar as festividades sazonais, agora são um lugar de morte e desespero.
As paredes de cristal encontram-se manchadas pelo sangue dos Nascidos dos Invernos que um dia caíram e se fundiram com a neve, desaparecendo no subsolo de Hudantel. Os corpos daqueles que foram vencidos pela guerra agora jazem enterrados nas profundezas das cristaleiras.
As vozes dos injustiçados se mesclam ao gemido do vento frio, ecoando pelos corredores sombrios das cristaleiras. Não há mais vida neste lugar, apenas morte e o vazio deixado por ela. A neve é um manto frio e traiçoeiro que cobre tudo, obscurecendo os caminhos que antes levavam à felicidade e à esperança. O lamento das cristaleiras é agora o único som que preenche o ar, uma canção triste que ecoa através das eras como um lembrete constante do que foi perdido para sempre.
Ecos canônicos. Foi diante destas paredes de cristal — uma noite, junto à fogueira marcada — que Augustus de Potentia-Regere, o homem-louco-do-shako, vendeu a alma ao Mensageiro Alado da Morte Malthael Decanus. "Aqui jaz um homem morto... aqui jaz um homem louco, aquele que está disposto a trocar a alma pelos seus próprios ideais", declarou Augustus antes de oferecer os pulsos amarrados. O ferro quente da fogueira marcou-lhe o peito com o símbolo do Mensageiro; "Hoje eu nasço novamente" — sussurrou o anti-Templário, comprometido a tomar Briarwatch alma por alma. Os corpos dos Nascidos do Inverno enterrados no subsolo presenciaram o pacto sem se mover.