
Dentre todas as muralhas que cercam Gloomhaven, esta é a única que jamais sucumbiu, e cuja imponência se mantém inabalável ao longo dos anos.
Dentre todas as muralhas que cercam Gloomhaven, esta é a única que jamais sucumbiu, e cuja imponência se mantém inabalável ao longo dos anos. No extremo sul, onde Ghanliew — a cidade dourada dos Inflamados, o orgulho radiante de Ourabrasa — toca os galhos espirituais mais fundos da Grande Árvore, ela se ergue como um lembrete de que o ouro não cedeu à prata do desespero.
As outras muralhas perderam sua cor quando Garador abandonou seu posto — o dourado das armaduras desbotou em cinza-prateado e morto, e os antigos Radiantes passaram a vagar como espectros, conscientes apenas do propósito vazio de impedir entradas e saídas. Aqui, no extremo sul, a história foi outra. Foi onde a Imperatriz conteve a ameaça dos Prateados e sustentou a muralha com extrema determinação, modificando seus poucos sobreviventes nos Sentinelas da Fronteira — exoesqueletos que se reparam em velocidade absurda, imunes ao prateamento, completamente.
Sentinelas vigilantes se estendem em todas as direções, impedindo qualquer intruso de entrar ou sair. Enfrentar essa muralha é tarefa árdua e assombrosa, pois ela se ergue em uma região remota e profunda, envolvida pelos galhos espirituais mais fundos da Árvore Espiritual. Em Gloomhaven, não há reduto mais protegido e preparado para enfrentar qualquer ameaça.
Ecos canônicos. Foi neste extremo da muralha que, durante uma década, as Mães Jumeaux — Progenitoras das Valquírias Douradas de Ghanliew — postaram-se no topo, escolhendo alvos com seus cetros divinos. Mais de três mil Inflamados das forças de Astella foram ceifados por raios precisos, enquanto as irmãs permaneciam em segurança, observando.