
Adjacente à muralha de Fractária estende-se uma floresta sem fim, batizada pelos primeiros viajantes como a Floresta dos Sonhos Perdidos.
Adjacente à muralha de Fractária estende-se uma floresta sem fim, batizada pelos primeiros viajantes como a Floresta dos Sonhos Perdidos. Diz-se que aqui os Espíritos exaustos vêm descansar, e que as árvores guardam, em sua casca antiga, os sonhos que os caminhantes deixam cair pelo caminho sem perceber.
É um dos poucos lugares de Fractária onde a fogueira pode arder a noite inteira sem chamar atenção indesejada — onde a Praga da Paz parece distender-se e onde o sono, quando vem, parece quase verdadeiro. Os galhos altos filtram a luz da Lua Glacial; o solo, coberto de folhas e raízes, abafa os passos dos que preferem não ser ouvidos.
Mas a paz dos sonhos perdidos é traiçoeira. Aqueles que se sentam sozinhos junto à fogueira raramente continuam sozinhos por muito tempo. Que surpresa, viajante... Não imaginei que você sobreviveria por tanto tempo — eis a saudação clássica desta floresta, dita por uma voz que pode ser amiga, ou pode ser o início de uma transação que custará tudo.
Ecos canônicos. Foi aqui, à beira de uma fogueira em três da madrugada, que Lorian Cittagon encontrou Beatrice D. Soving — a Âncora sem olhos, vestida com a capa de Kamael Darkborn — exausta de doar essência a multidões. Por vinte e quatro horas reais ele transformou hospitalidade em transação, curou os seus olhos com a Língua de Serpentária — "Kamn'dak — Libertum... Itinerium... Ritum" — e a vinculou ao seu Galho Espiritual sob o juramento de que ele e seu irmão de pacto seriam, dali em diante, autoridades máximas sobre ela.