
Escondida entre os recantos prateados de Lunavéu — a região celestial, o domínio das Luas Crepusculares —, a Loja de Alquimia da Bexatrix desponta como uma das poucas construções mortais a se apropriar do brilho lunar para fins comerciais.
Escondida entre os recantos prateados de Lunavéu — a região celestial, o domínio das Luas Crepusculares —, a Loja de Alquimia da Bexatrix desponta como uma das poucas construções mortais a se apropriar do brilho lunar para fins comerciais. Não é santuário, nem parlamento, nem teleportador divino. É uma loja, no sentido mais terreno da palavra — e por isso mesmo, escapa da vigilância pesada dos Luminosos.
O interior é forrado de prateleiras estreitas onde repousam frascos de tecidos lunares trançados em alfaiarias mágicas, essências destiladas a partir do brilho estelar extraído do ar, e poções cuja procedência ninguém quer perguntar. As paredes captam o que sobra da luz das Estrelas e devolvem-no em reflexos azulados que dançam pelo chão. O cheiro é de erva fria e metal envelhecido.
Bexatrix — figura tão evasiva quanto suas mercadorias — atende quem precisa do que não pode ser conseguido em lugar nenhum mais. Há quem diga que ela é uma Lua Crepuscular renegada, há quem diga que é apenas uma alquimista que aprendeu a dialogar com a Lua. Ninguém confirma. Em Lunavéu, as melhores fontes de poder se mantêm anônimas justamente por isso.
Ecos canônicos. Ainda não há ecos registrados neste local. O que aqui vier a acontecer será o primeiro.