
Em um dos recantos mais silenciosos de Lunavéu — a região celestial, o domínio das Luas Crepusculares —, ergue-se uma estatueta votiva consagrada a Gwynevere, a Primeira Lua Crepuscular, a Capitã de todos os Luas Crepusculares e prima distante da Princesa Frostmoon.
Em um dos recantos mais silenciosos de Lunavéu — a região celestial, o domínio das Luas Crepusculares —, ergue-se uma estatueta votiva consagrada a Gwynevere, a Primeira Lua Crepuscular, a Capitã de todos os Luas Crepusculares e prima distante da Princesa Frostmoon. O memorial não tem o esplendor da Catedral da Ascensão Celeste, nem a grandeza do Parlamento do Sol Ausente — é apenas um símbolo lunar elevado em pedra, com espaço diante para que um peregrino se ajoelhe.
Gwynevere, adornada com cabelos azulados de cor vibrante e olhos cristalinos da mesma cor que resgatam a glória dos rios do paraíso, é o ser espiritual que decidiu jamais esquecer — cada minuto, cada segundo seria guardado como uma imagem pregada em sua mente, ou um sentimento cravado em seu coração. O memorial reproduz, em escala mortal, a melancolia que ela carrega desde o Primórdio: as lágrimas eternas de sua progenitora, a Lua Verdadeira.
Os Luas Crepusculares e seus aliados vêm aqui quando precisam ser ouvidos sem palavras. Diz a tradição que, em momentos raros, um fluxo de ar adentra as brechas das armaduras dos peregrinos, espalha-se pelo corpo e acaricia o queixo de quem ora — uma mensagem da dama do destino àqueles que ela protege em silêncio.
Ecos canônicos. Foi aqui que Higanbana (彼岸花) — o guerreiro de armadura gigantesca que viaja em forma de gato cósmico com pelagem do firmamento e olhos de estrela anã — veio agradecer pela solidariedade de sua donzela do destino antes de partir em jornada solitária pelo mundo, recebendo no rosto o sopro de ar que confirmou: "Muito obrigado, minha querida crepuscular."