
Nos arredores onde Fractária ainda lembra que existe um lado de fora, abre-se na pedra um poço sem fim — o Poço dos Lamentos.
Nos arredores onde Fractária ainda lembra que existe um lado de fora, abre-se na pedra um poço sem fim — o Poço dos Lamentos. Diz a tradição local que cada lasca espiritual ou moeda lançada em suas águas escuras carrega um desejo, um lamento, uma confissão. Diz também que ninguém jamais ouviu o som da queda — porque o som demora a chegar ao fundo, ou porque o fundo não existe.
A atmosfera ao redor é de névoa e pesar. As pedras musgosas guardam o eco de cada súplica que se atirou ali, e o ar parece carregar o peso daqueles que vieram pedir sem esperança de receber. Habitantes do Povo dos Espinhos às vezes se postam sobre suas pedras, impedindo qualquer um de aproximar-se — mas, ao contrário do que se espera, distribuem ouro em vez de cobrá-lo. Que fé um credor do Povo dos Espinhos seguia?
É um lugar para os solitários, os curiosos, os que perderam a coragem de pedir aos Deuses Luminosos e preferem entregar suas moedas ao silêncio. Afinal, por que arriscar a fé num altar que pode te ouvir, quando se pode confessar a um poço que não responderá?
Ecos canônicos. Foi aqui que Sistus Myddral — um Credor do Povo dos Espinhos, de longos cabelos vermelhos e chapéu de palha — assentou-se sobre as pedras e distribuiu ouro à multidão pobre que se reunia para lamentar, transformando moedas sem valor em metal puríssimo como que feito no fogo. E foi também ao redor destas águas que Fenrir Snowstorm reencontrou Okita Von'Cronqvist, oferecendo-lhe sua proteção como Invernal de Ferro, juramentado à Âncora Beatrice D. Soving.