
Liga uma margem à outra do reino dourado, a Ponte do Arco Incandescente — uma estrutura que cruza o nada e parece arder por dentro, como se o próprio metal das suas vigas tivesse decidido lembrar do Sol Verdadeiro.
Liga uma margem à outra do reino dourado, a Ponte do Arco Incandescente — uma estrutura que cruza o nada e parece arder por dentro, como se o próprio metal das suas vigas tivesse decidido lembrar do Sol Verdadeiro. É um dos cartões-postais de Ghanliew — a cidade dourada dos Inflamados, o orgulho radiante de Ourabrasa —, e quem a atravessa pela primeira vez costuma parar no meio do caminho, ainda que apenas por um instante.
O arco se ergue sobre os galhos mais profundos da Árvore Espiritual, em uma altura que nenhum Espinhoso jamais alcançou pela força. Suas pedras foram cinzeladas para refletir cada hora do dia em um tom diferente — alaranjado ao amanhecer, dourado ao meio-dia, escarlate ao crepúsculo. Diz-se que Solarium, o Deus do Sol Verdadeiro, pousou os olhos aqui uma vez, e que parte de seu brilho ficou retida na pedra... mas talvez seja apenas mais uma das histórias que os bardos de Ghanliew contam para inflar o orgulho dos seus.
Sentinelas se postam em ambas as extremidades, vigiando as travessias. Há mercadores que pagam impostos altos pelo simples direito de cruzar com suas carroças; há Suseranas Gêmeas que se debruçam no parapeito ao crepúsculo, observando seu próprio reflexo nas vigas polidas e rindo daquilo que veem.
Ecos canônicos. Ainda não há ecos registrados neste local. O que aqui vier a acontecer será o primeiro.