
Em Ghanliew — a cidade dourada dos Inflamados, o orgulho radiante de Ourabrasa —, há um pátio onde o brasão de Garadoria ainda é içado todos os amanheceres, mesmo que o Deus da Ordem tenha abandonado seu posto há eras.
Em Ghanliew — a cidade dourada dos Inflamados, o orgulho radiante de Ourabrasa —, há um pátio onde o brasão de Garadoria ainda é içado todos os amanheceres, mesmo que o Deus da Ordem tenha abandonado seu posto há eras. O Quartel leva seu nome não por devoção, mas por homenagem — uma cortesia áspera da Imperatriz ao ex-marido, em reconhecimento à ferocidade que um dia o guiou na fúria da batalha.
Dizem que nenhum exército nunca se comparou ao de Ourabrasa. Nem o de Princesa Frostmoon, nem o de Mãe Espinhosa, nem o de Arietta Blossomwood. Com forças reduzidas, ela é capaz de aniquilar tropas duas vezes maiores — uma soberania absoluta erguida sobre estratégia impecável e disciplina sem rachadura. É aqui que se forjam os Sentinelas da Fronteira, brutamontes e amazonas de exoesqueleto dourado, modificados pela própria Imperatriz para que jamais soçobrem à prata do desespero.
O som que ecoa pelo recinto é o dos golpes secos contra alvos de madeira, o ranger das carapaças sendo polidas, as marchas sincronizadas até o limite do exaustivo. Aqueles que servem nas fileiras de Ourabrasa tornam-se destemidos por treinamento e inabaláveis por desenho. Não há descanso aqui — nem deveria haver. Em Ghanliew, o ouro paga a glória, e a glória paga o quartel.
Ecos canônicos. Foi destas fileiras que saíram os Sentinelas da Fronteira que, durante o cerco de uma década, destroçaram e humilharam as forças de Astella, a Representante Banida dos Inflamados, e da Mãe Espinhosa — efetivamente fazendo com que as Donzelas do Destino Abissais tirassem Ghanliew da lista de alvos.