
A Rua Flamejante corre por trás da taverna como uma artéria de luz alaranjada — assim batizada pelos archotes que jamais se apagam e pelo brilho âmbar das janelas das oficinas que trabalham noite adentro.
A Rua Flamejante corre por trás da taverna como uma artéria de luz alaranjada — assim batizada pelos archotes que jamais se apagam e pelo brilho âmbar das janelas das oficinas que trabalham noite adentro. É a passagem favorita dos assassinos que preferem os telhados ao chão e dos caçadores de recompensa que esperam o anoitecer para se mover.
Os telhados são pontos de vigia. As sombras entre os archotes, locais de encontros que ninguém deveria testemunhar. Um livro aberto sobre as telhas, uma capa preta surgindo do escuro, um corpo que se ergue da fumaça da forja — tudo passa por aqui, e quase tudo se finge invisível à luz que arde nas paredes.
Dizem os habitantes de Fractária que a Lua Crepuscular tem afeto especial por esta rua — e que quem chega aqui pelo ar nem sempre veio pela porta. É o atalho dos mestiços, o caminho dos que carregam constelações na pele e segredos no bolso da capa.
Ecos canônicos. Foi sobre as telhas desta rua que Aether Moonlight, o caçador de recompensas preguiçoso, conheceu Azálea Millicent enquanto lia um livro aleatório à luz dos archotes — uma noite que terminaria com a jovem da Lua Crepuscular jurando segui-lo na caçada contra a Princesa Serenidade. Foi também aqui que Lorian Cittagon e Maya Sephtis materializaram-se em Fractária, depois de Lorian a teletransportar do Acampamento Dracônico com o auxílio da luz lunar, segurando-a pela cintura para que não caísse no impacto.