
Antes que a Rainha Decepada erguesse a última muralha, antes que a Resistência tomasse forma e que a Mãe Espinhosa fosse derrotada em duelo, Fractária já tinha uma dinastia — a décima terceira, a do último Rei, aquela que caiu.
Antes que a Rainha Decepada erguesse a última muralha, antes que a Resistência tomasse forma e que a Mãe Espinhosa fosse derrotada em duelo, Fractária já tinha uma dinastia — a décima terceira, a do último Rei, aquela que caiu. O que restou dela são estas ruínas: arcos quebrados onde antes se ergueram salas de trono, paredes de pedra calcinadas pelo fogo dos Sentinelas, brasões corroídos onde ainda se adivinha o emblema da casa que pereceu.
O vento sopra entre as colunas como se ainda chamasse pelos nomes esquecidos dos Fractarianos que aqui dormiram, banquetearam, juraram lealdade. Restam estátuas sem cabeça; restam fragmentos de mosaicos que mostravam, em outro tempo, a face do Rei que precedeu Arietta. Pouco mais sobrou. A história escolheu seguir adiante, e a Resistência preferiu construir o palácio novo do que reerguer o antigo — como se o nome decepado merecesse permanecer decepado.
É um lugar onde os curiosos vêm fingir respeito, onde os arqueólogos amadores vêm em busca de relíquias menores, e onde — em certas noites — alguém jura ter visto uma silhueta de um único braço caminhando entre as pedras, como se a Rainha ainda inspecionasse o reino que perdeu.
Ecos canônicos. Ainda não há ecos registrados neste local. O que aqui vier a acontecer será o primeiro.