
Uma majestosa escadaria se desdobra diante dos olhos em Lunavéu — a região celestial —, conectando todos os recantos encantadores do Reino Lunar.
Uma majestosa escadaria se desdobra diante dos olhos em Lunavéu — a região celestial —, conectando todos os recantos encantadores do Reino Lunar. A visão é uma dádiva para os sentidos, pois criaturas translúcidas e amigáveis adornam o cenário: as Baleias Cósmicas, criaturas engenhosas cuja energia consumida é transformada em pura luz lunar, nutrindo toda a extensão da região.
É graças à generosidade dessas criaturas celestiais que Lunavéu resplandece eternamente, banhada pela luz prateada da Lua. As Baleias atravessam o ar como se nadassem em nuvens, seus corpos translúcidos sem cor definida deixando um rastro impossível de descrever. Quando uma delas passa perto demais, o brilho cósmico que emana é forte o suficiente para desabotoar a camisa de um guerreiro distraído... ou cremar uma vara de pescar mal-intencionada.
A Sacada é também o lugar onde os espíritos vêm reduzir o remorso. "As Baleias que aqui adornam... reduz o remorso que todos sentem" — assim disse um jovem mestiço ao ver a multidão silenciosa apoiada no parapeito. Há quem venha apenas para ouvir o som dos movimentos cósmicos e sentir a brisa sacudir os cabelos; há quem caia deitado de mãos dadas com alguém que um dia partirá.
Ecos canônicos. Foi aqui que Aleh Lucimax — o único mestiço de Inflamado e Herdeiro do Amanhecer canonicamente registrado que não foi atingido pela Doença das Estações — encontrou Fenrir Snowstorm, o invernal Invernal de Ferro da Matilha Ancestral, e confessou: "Sou um Mestiço de Inflamado e Herança do Amanhecer, mas sou mais feliz do que qualquer outro Espirito. Não é engraçado como tudo entre em Harmonia?" Foi aqui também que Nemel Sol Volamoren — a exploradora que veio do lago profundo — quis cozinhar uma Baleia Cósmica com vara de pescar, e perguntou a Enoch S. Loretto quando ele partiria de volta para a família em Hudantel, enxugando lágrimas antes que elas caíssem.