
Em Ghanliew — a cidade dourada dos Inflamados —, há uma taverna onde o brilho do metal parece nunca se apagar.
Em Ghanliew — a cidade dourada dos Inflamados —, há uma taverna onde o brilho do metal parece nunca se apagar. As paredes são revestidas de placas polidas; as canecas, cinzeladas em ouro sólido; até a fuligem da lareira, dizem alguns, brilha em tons radiantes antes de pousar no chão. É um lugar feito para celebrar o estilo de vida que Ourabrasa prometeu aos seus — “todos aqueles dispostos a aceitar o ouro como um estilo de vida” —, sem distinguir raça ou origem, contanto que se vista a luz.
Mercenários recém-pagos descansam ao lado de Sentinelas fora de serviço. Bardos contam histórias das Valquírias Douradas, das vitórias contra os exércitos Espinhosos, das óperas que ecoam nos coliseus do reino. As Suseranas Gêmeas são atraídas até as mesas por objetos dourados e brilhantes, uma característica intensificada nelas; é comum vê-las próximas dos balcões, sorrindo umas para as outras, indiferentes a quem as observe.
Mas a luz dourada não dissolve tudo. Em algum canto da taverna, sempre há um veterano com o olhar parado, lembrando-se do cerco que durou dez anos, dos camaradas pulverizados pelos raios das Mães Jumeaux. Em Ghanliew, beber é também uma forma de continuar vivo apesar do que se viu.
Ecos canônicos. Ainda não há ecos registrados neste local. O que aqui vier a acontecer será o primeiro.