
Gwynevere é a Primeira Lua Crepuscular: e, para entender o que isso significa, é preciso recuar até a Era do Primórdio, antes mesmo de o tempo ser um conceito.
Representante Espiritual dos Luas Crepusculares
Gwynevere é a Primeira Lua Crepuscular: e, para entender o que isso significa, é preciso recuar até a Era do Primórdio, antes mesmo de o tempo ser um conceito. Naquele tempo, os corpos celestes teciam uma melodia que fazia a Lua chorar: melodia de esperança e desespero, de amor e ódio; uma melodia proibida, tão caótica que separou Divindades de Estrelas e chegou a mesclar a Luz com a Escuridão, a Existência com o Nada. Quando ela cessava, as estrelas se alinhavam numa bacia cósmica para colher cada lágrima da Lua, lágrimas que não podiam ser desperdiçadas nem esquecidas, pois um dia se tornariam uma só: Gwynevere.
Dessa origem nasceu um Ser Espiritual de aspecto frágil, postura polida e personalidade melancólica, de cabelos azulados de cor vibrante e olhos cristalinos do mesmo tom, que resgatam a glória dos rios do paraíso.
Diferente da Princesa Frostmoon, Gwynevere revelou desde a chegada a Gloomhaven um grande interesse em seguir os passos de sua criadora, a Lua Verdadeira. Em homenagem às lágrimas eternas da mãe, fez um voto: jamais esquecer. Cada minuto, cada segundo, fosse momento de alegria ou rancor em sua forma mais pura, seria guardado como imagem pregada na mente ou sentimento cravado no coração, e registrado em livros e mais livros. Hoje esses volumes povoam a "Livraria Perene", uma biblioteca de estantes que se estendem por corredores sem fim, no centro da Capital Estelar de Lunavéu, o Reino Espiritual dos Luas Crepusculares.
Mas esse voto de memória é apenas paralelo ao seu verdadeiro propósito. Como a todos nós, o dever de interromper o conflito de Gloomhaven também chamou Gwynevere. Nomeada Capitã de todos os Luas Crepusculares, seus irmãos mais novos, ela foi o maestro de um ataque simultâneo em diversas frentes, surpreendeu os exércitos dos Coroas Vermelhas e firmou de imediato a fama de sua raça em todas as capitais do reino.
Quando o sono profundo se abateu sobre sua prima distante, a Princesa Frostmoon, Gwynevere foi forçada a assumir o lugar dela em Gloomhaven: a forma apenas espiritual da Princesa não bastaria para manter segura Hudantel, a Capital dos Nascidos do Inverno. Agora restam-lhe os seus livros, aqueles que a escolheram como guia e uma memória longínqua, recheada de angústia, tristeza, alegria, amor e ódio, assim como a melodia que um dia fez chorar a Lua, sua Mãe.