
Há, nos confins da Árvore Espiritual, um Galho Abissal, o reverso sombrio do Galho Celestial onde só os Deuses adentram.
Representante Banida dos Espectérios
Há, nos confins da Árvore Espiritual, um Galho Abissal, o reverso sombrio do Galho Celestial onde só os Deuses adentram. É para lá que vão os tidos como mais depravados: um destino pior que a morte, onde todo aquele que entra é excluído e esquecido por todos. Esse abismo tem uma senhora. Seu nome é Irmã Yffa, a Devoradora de Rostos, e para compreendê-la é preciso primeiro descer até a tragédia que a forjou.
Antes do colapso da Árvore, aquele galho não era abissal: uma raça nascida do amor e da harmonia o habitava, desfrutando de um conforto inigualável. Mas contra esse povo dócil desencadeou-se uma maldade sem justificativa, uma crueldade implacável. Era uma era em que só os mais fortes sobreviviam, e os que buscavam apenas a paz eram dilacerados. Foi então que a Mãe de todos aqueles espíritos, suplicando misericórdia para seu povo, ofertou o próprio corpo em troca da salvação. O salvador foi o Primeiro Transmutalmas, o Rei Lesmos.
Entre a Mãe e Lesmos ergueu-se um amor intenso. Mas a obsessão do Rei era imprevisível, e foi essa obsessão que se tornou a condenação de ambos: os próprios filhos do casal, cobiçando poder, traíram o pai e voltaram as mãos contra a própria mãe, tentando assassiná-la. Em fuga desesperada, ela despencou aos recessos mais sombrios da Árvore; e ali o vazio a engoliu por inteiro. Escapou dos filhos, sim, mas ao preço de ser aprisionada: tornou-se uma só com o vazio.
Do fundo dessa prisão, a Mãe jurou vingança. A obsessão por restaurar a glória que um dia partilhara com o amado morto arrastou todo o seu povo ao declínio: mortes inexplicáveis assombraram a Árvore Espiritual, os pacíficos foram tragados, as raízes apodreceram até o negro, e um ódio brutal corrompeu as profundezas. Dessa enfermidade e desses falecimentos nasceram seres que não eram carnais nem espíritos: algo muito mais terrível.
Espectros.
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A Mãe que deu início a tudo não foi, porém, completamente abandonada. Entre seus filhos havia uma exceção: a caçula, a mais amada, que jamais deixou de amá-la. Quando os irmãos repartiram o poder, baniram essa filha leal, tal como já haviam banido a irmã mais velha, e a condenaram aos galhos mais baixos da Árvore. O que parecia castigo foi, para ela, dádiva: nos recessos espirituais mais fundos pôde esconder-se onde ninguém a alcançaria, à espera de um dia retornar com poder ainda maior.
Essa filha é a Irmã Yffa.
Do Galho mais profundo da Árvore Espiritual, Yffa ergueu um refúgio para os Espectros; e, no mesmo gesto, um lugar tóxico para todo espírito incapaz de suportar o vazio que a habita. Pois Yffa retornou para assombrar Gloomhaven, e sua existência ali é sinônimo de terror: se a palavra medo passou a ter significado em Gloomhaven, foi por causa dela. Visita os pesadelos de todos os que um dia sentiram o vazio; e aqueles que perecem diante de sua vontade têm os rostos devorados, mortos de maneira pavorosa.
Nenhum espírito jamais testemunhou seu verdadeiro rosto. A Irmã Yffa assume a forma do pior temor de um espírito, e também a forma daqueles que ele mais ama. Sua aparência é tão volátil quanto o próprio medo. Há, contudo, duas constantes em sua figura: as vestes religiosas e os olhos. Olhos de um amarelo aterrorizante, como a luz no fim de um túnel, aquela que não promete salvação, apenas anuncia o destino final.
Sinais da Irmã
Habilidades que administra: Escuridão Absoluta; Intimidação; Aflição do Medo.