
— Vigilantes Espectrais de Lahltar
— Vigilantes Espectrais de Lahltar
"Não seja enganado. Não há meio termo. Não há perspectivas conflitantes. A situação é clara e há sim uma definitiva distinção entre o certo e o errado. Abra os olhos para a justiça, ou deixe que o julgamento caia sobre sua pobre alma." — Ilyh Hagky, Inquisidora Mestre de Lahltar
Os Inquisidores são o grupo diverso de Seres Espirituais que foram recrutados, ou que descobriram por conta própria, os segredos do Mundo das Sombras, sem jamais precisarem beber o sangue Rasoir. Esse é o seu fato fundador e a sua heresia: provaram que as sombras nunca pertenceram só aos assassinos. São uma ordem de absolutos, sem meio-termo nem perspectivas conflitantes, movida por uma certeza inabalável quanto à fronteira entre o certo e o errado, e disposta a deixar que o julgamento caia sobre quem não a enxergar.
Existe, acessível através de Gloomhaven, um mundo vasto e hoje pouco explorado, palco de batalhas que jamais tiveram espaço no tempo. Os primeiros assassinos, os Rasoir, sempre mantiveram em segredo os portões desse mundo, permitindo que apenas aqueles que ingerissem o sangue do ancião sombrio pudessem atravessá-los. Mas os Rasoir nunca foram os únicos capazes de frequentá-lo. Por anos esconderam de Gloomhaven uma verdade perigosa: a de que as sombras quebram as fronteiras entre os galhos, e a de que, na linha tênue que divide a vida selvagem da civilização espectral, ergue-se uma cidade chamada Lahltar, lar dos maiores inimigos dos antigos Rasoir. Dessa cidade vêm os Inquisidores.
A autoridade nomeada da ordem é Ilyh Hagky, a Inquisidora Mestre de Lahltar, voz do absolutismo moral que define a facção e arauto de seu julgamento sem apelação.
A missão dos Inquisidores é dizimar os ímpios que se aproveitam das sombras, para que, no futuro, eles próprios tenham a liberdade de usá-las sem atrito, varrendo de Gloomhaven seus carrascos. Foram eles os responsáveis pela queda dos Rasoir: a razão do fim da linhagem sangrenta das sombras, a lâmina por trás da maioria das mortes de assassinos e extremistas.
Vestem sobretudos negros e raramente deixam Lahltar; quando o fazem, mantêm perfil discreto. Sua arma mais singular é uma aflição que carregam no olho direito, e que lhes permite ver o tempo de vida restante de qualquer Ser Espiritual, com exceção daqueles que conhecem a técnica e sabem ocultar a própria vitalidade. Os que viram suas pupilas em ação batizaram a mancha dessa aflição de "Marca da Cruz".
Gwynevere teoriza que a causa dos Inquisidores obedece a uma moral de padrões absurdos, criados por eles mesmos, e que não pararão até que o último ser que considerarem "incorreto" seja eliminado. Para os Rasoir que fogem dos próprios iguais, a ordem é um problema a mais. E como seus integrantes não são facilmente identificados, eles tratam a ordem marcial de Arietta contra eles como se ela jamais tivesse sido decretada. Os que conhecem sua verdadeira origem podem ser reduzidos a algumas Donzelas do Destino e nobres influentes, pessoas que preferem manter o drama do Mundo Sombrio em segredo, para não agravar a situação já frágil do reino.
Os Inquisidores travam uma guerra paralela à das estações, uma guerra de sombras contra sombras, longe da disputa pelo cinturão sazonal. Não servem ao Outono nem ao Inverno, à ordem de Garador nem ao Vazio; servem apenas à sua própria definição feroz de justiça. Mas seu impacto sobre a guerra maior é real: ao exterminarem os Rasoir e os extremistas que se escondem entre os galhos, alteram silenciosamente o equilíbrio de poder de Gloomhaven, uma facção que quase ninguém vê, decidindo quem vive o bastante para lutar.