
> "Bendita seja a Princesa Frostmoon, que se ergue como um bastião contra os espinheiros do mal.
"Bendita seja a Princesa Frostmoon, que se ergue como um bastião contra os espinheiros do mal. Que sua força e determinação sejam tão inabaláveis quanto os ventos gélidos, e que seus inimigos sejam derrotados pelo poder do inverno." — Versículo 7:13 dos Hinos do Inverno
As Tiaras Brancas são a nobre facção de Gloomhaven, descendentes de uma grande dinastia lançada às sombras pelas forças do Outono, mas que carregam, no próprio meio, uma esperança para o futuro: um farol de luz na escuridão. São o reino do inverno reduzido a remanescentes fiéis, poucos e dispersos, cujas vozes não passam de sussurros na noite. E, no entanto, alguns ainda se recordam do poder da Princesa e se apegam às memórias de seu reinado, e é desse apego que a facção tira a vida.
O reino do inverno foi outrora governado pela justa e bela Princesa Frostmoon. Sobre ele paira agora uma escuridão. A Princesa é a última de sua linhagem e repousa num túmulo de cristal e gelo, amaldiçoada a dormir até que os espinhos sequem e morram. Dali ela só pode comunicar-se com os fiéis por meio de uma manifestação espectral, visível apenas nos territórios da neve, uma rainha-fantasma falando a um povo de sobreviventes. Quando os flocos descem dos céus de Gloomhaven, vão todos na mesma direção: até o cristal do Massacre Invernal, onde jaz o corpo adormecido da herdeira do Trono da Lua Glacial.
A facção gira inteira em torno de Princesa Frostmoon, a Radiante, Donzela do Destino dos Nascidos do Inverno, filha da deusa Freja, e "a sobrinha que aprendeu a retornar dos mortos". Foi ela quem derrotou a Mãe Espinhosa no Vale dos Ventos, e é em torno de seu sono e de seu eventual despertar que toda a fé das Tiaras Brancas se organiza. Entre seus servos nomeados estão o Arquimago Myrddin, voz da facção e vigia perpétuo contra os Invasores do Lago Sombrio, e o Templário Kamael Darkborn. Acima de tudo paira a Dinastia Lunar, conduzida por Frostmoon e por sua prima Gwynevere Lunaria, a Capitã da Primeira Lua, que respondem diretamente aos Deuses Luminosos e aos Estelares.
As Tiaras Brancas empunham o gelo e o vento como fé e como arma; suas armas brancas são forjadas em Hudantel, a Capital Nevada. A vigilância é parte central de sua cultura: por Myrddin a facção monta guarda eterna contra as criaturas escamadas do Lago Sombrio, prevendo a malícia que conspira sob as águas. Seu lema operacional é a resistência paciente, não a conquista, mas a sobrevivência fiel "até que o túmulo de cristal e gelo se rompa e a Princesa desperte de seu sono".
As Tiaras Brancas são o polo do Inverno: uma dinastia nobre derrubada pelo Outono, que se recusa a morrer. Não buscam dominar o reino, mas evitar a própria destruição e ressurgir das cinzas de sua antiga glória. Estão alinhadas à ordem luminosa e estelar, e por isso suas terras outrora justas hoje são sufocadas pelos espinhos das Coroas Vermelhas, enquanto seu destino pende na balança. A missão é uma só, repetida como prece: resistir, apegando-se aos restos, até o despertar.