
Os Espectérios são aberrações que deveriam ter sido erradicadas antes mesmo de nascer.
Os Espectérios são aberrações que deveriam ter sido erradicadas antes mesmo de nascer. Sua criação se deu pela própria essência do mal, que os moldou numa forma de perversão e crueldade. Não são espíritos, nem sombras, mas uma distorção da realidade que serve a um propósito originalmente maldoso.
São seres desprovidos de empatia ou compaixão, e o caos que semeiam é capaz de destruir tudo o que há de bom e puro no universo, deixando apenas a escuridão e o vazio em seu rastro. Os Deuses Luminosos, os Deuses Sombrios e os Deuses Abissais não contavam com essa ameaça e revelaram-se incapazes de controlá-los ou detê-los. Enquanto a luta entre os conceitos singulares de certo e errado prossegue, os Espectérios permanecem nas sombras, agindo como agentes do caos e da desordem. Aqueles que os enfrentam precisam estar preparados para encarar não apenas a escuridão externa, mas também os próprios demônios internos que esses seres despertam em suas vítimas.
São, no encadeamento das raças, parentes próximos dos Inflamados e dos Catatônicos; e sua essência é tão singular que somente uma garra de Âncora consegue extraí-la, num dos dois únicos usos sagrados daquela arma.
Por muito tempo circularam por Gloomhaven histórias de espíritos num estado de hibernação eterna, todos sem rosto. Desde a Era do Primórdio até a Era Invernal, nenhuma era se compara àquela que deu início a tudo: a Era do Medo, quando os espíritos conheceram o verdadeiro significado do terror. É dessa era que os Espectérios emergem, e é a ela que pertencem por natureza.
Entre os Espectérios existe uma hierarquia rigidamente seguida por todos. No topo está uma Madre, figura desconhecida e misteriosa, cujo contato é limitado à representante da raça. Logo abaixo dela está a Irmã Yffa, a Devoradora de Rostos, a mais poderosa e respeitada irmã da espécie da desgraça, presente nos cantos mais ocultos e minuciosos, habitando o silêncio do medo. Yffa é a Representante Espectral dos Espectérios.
Sua face permanece oculta, jamais vista por aqueles que a seguem ou a temem. Ela é capaz de assumir a forma do pior medo dos que representam uma ameaça, mas, para seus seguidores, apresenta-se na forma daquilo que lhes traz conforto. Mesmo sendo uma criatura maligna, demonstra afeto aos que escolhem seguir a Palavra do Medo. Sua aparência é tão mutável quanto o próprio medo, mas há uma constante: suas vestes religiosas e seus olhos, outrora brilhantes num tom incolor, hoje vazios e negros, como se sugassem a alma de quem ousasse encará-los por muito tempo. São olhos que conhecem o medo melhor do que qualquer um. O Reino Espectral que surge ao redor dela não é belo, mas uma Luz Sombria que atrai curiosos para a escuridão e os devora assim que ultrapassam a linha que separa a existência da inexistência. Poucos ousam escolher como sua Representante uma Potestade tão aterrorizante: somente os Espectérios, que suportam com dificuldade a presença dela, têm coragem de assumir tal posição.
Figuram entre os Desperdícios Pestilentos, ao lado dos Inflamados e dos Catatônicos: os seres que o desequilíbrio do reino jamais deveria ter produzido. Mas, enquanto os Inflamados foram amaldiçoados e os Catatônicos surgiram da fome da própria Árvore, os Espectérios são a anomalia pura: não pertencem a deus, estação ou abismo, e são, talvez, a única ameaça que toda a hierarquia divina concorda em não saber conter.
Representante: Irmã Yffa, que administra Escuridão Absoluta, Intimidação e Aflição do Medo.