
Os Herdeiros do Amanhecer são Seres Espirituais Pacíficos enviados pelo Sol do Amanhecer com um objetivo singular em toda Gloomhaven: pacificar o reino sem mortes.
Os Herdeiros do Amanhecer são Seres Espirituais Pacíficos enviados pelo Sol do Amanhecer com um objetivo singular em toda Gloomhaven: pacificar o reino sem mortes. São portadores de uma essência benigna, carregada nos chifres de alce, capaz de ser canalizada para invocar a paz nos seres vulneráveis à Luz.
Possuem afinidade com a Ordem e são extremamente carismáticos, capazes de convencer e motivar massas inteiras sem dificuldade. Seus olhos são tão brilhantes que é impossível ver suas pupilas, e seus chifres são grandes como os de veados velhos. Tecnicamente, é impossível estressar um Herdeiro do Amanhecer; eles próprios se alimentam da maldade no coração das pessoas e literalmente consomem o estresse que paira ao redor. Enxergam à noite, mas são facilmente detectáveis pelo brilho dos olhos, pois seus corpos não emitem aura alguma: toda a luz que carregam está concentrada no olhar.
São extremamente atraentes, mas não buscam beleza exterior nos outros; fazem companheiros e parceiros passionais perfeitos, e raro é o Herdeiro que não preze pela fidelidade. Dominam com maestria os feitiços pacíficos da Ordem. Justamente por sua capacidade de esvaziar a guerra de combatentes, são caçados por extremistas: a chamada Praga da Paz é vista como uma praga literal em muitos lugares.
Quando o Estelar Sol do Amanhecer concordou em ajudar os Deuses Luminosos, fez antes um voto de pacifismo: declarou não concordar com a injustiça que caíra sobre o Deus dos Espinhos e, ao mesmo tempo, condenou a resposta espinhosa como desnecessária e violenta. A princípio sua proposta foi tomada como piada e quase rejeitada. Mesmo assim, o Sol do Amanhecer enviou, através dos tímidos raios que só aparecem no início da manhã, um punhado de raros espíritos para cada uma das florestas que cercam Gloomhaven, com a missão de impedir que tanto um lado quanto o outro dominasse o local.
Mesmo sem portar armas, a coalizão ganhou números rapidamente. O número de espíritos que simplesmente decidia parar de lutar para viver na paz do Amanhecer tornou-se incalculável. Por isso, penetrar as florestas sagradas ou manter relacionamentos amorosos com Herdeiros do Amanhecer tornou-se crime por lei em toda Gloomhaven: foi a única vez na história em que os líderes dos Espinhos e da Resistência concordaram em alguma coisa, ambos com medo de perder contingente. As tentativas de eliminá-los falharam: os Herdeiros respondiam unindo-se para provocar terremotos que incapacitavam batalhões inteiros, tudo isso sem causar uma só morte.
Em casos extremos, engajam-se em combate contundente usando os chifres e uma postura de capoeira, arte ancestral que mistura dança com golpes. Vitorioso, o Herdeiro entrega o oponente a um sono no qual tenta convencê-lo, através de um sonho, a aceitar a paz. Se não houver salvação para o coração daquele espírito, ele recebe uma marca arcana que o impede de se aproximar de qualquer Herdeiro do Amanhecer até a morte.
Sua Donzela do Destino é a Princesa Serenidade, a Herdeira Perdida do Sol do Amanhecer de Thrandel, disseminadora da Praga da Paz e protetora dos Herdeiros. Filha sequestrada do duque de Thrandel, foi transformada pelo Estelar Sol do Amanhecer numa entidade de pacificação inversa. Os Herdeiros do Amanhecer são inofensivos para ela, o que sugere fortemente que ela mesma seja uma deles.
Pertencem aos Radiantes, os abençoados pela ordem de Garador; mas representam o ramo mais brando e desarmado dessa bênção. Onde os outros Radiantes impõem a Ordem pela força ou pelo orgulho, os Herdeiros a impõem pela paz, e essa paz é tão eficaz em esvaziar a guerra que os dois lados do conflito a temem mais do que a qualquer exército.