
Os Luas Crepusculares são os primeiros Enviados das Estrelas, Seres Espirituais Estelares formados da matéria mais pura do cosmos e trazidos a Gloomhaven através de um pacto entre uma Deusa Luminosa e as Estrelas.
Os Luas Crepusculares são os primeiros Enviados das Estrelas, Seres Espirituais Estelares formados da matéria mais pura do cosmos e trazidos a Gloomhaven através de um pacto entre uma Deusa Luminosa e as Estrelas. São oráculos misteriosos da noite, descidos do céu para impedir que o resto do mundo seja contaminado pelos espinhos e para frear a ideia covarde de que o reino deveria ser pulverizado da existência, um ato de desespero proposto pelos Luminosos que já haviam perdido a esperança.
Seus corpos são completamente tomados por símbolos azuis que desenham a lua sobre suas peles, e seus cabelos costumam ser de um azul claro, na cor exata do crepúsculo lunar. Possuem afinidade com a Escuridão e com a Lua Crepuscular, o que os torna criaturas inteiramente noturnas: enxergam perfeitamente no escuro, em três dimensões, desde que haja Luz Lunar; e ficam quase cegos sob o sol do dia. Não precisam respirar, comer ou dormir. Quando estão envergonhados ou felizes, os símbolos lunares sobre sua pele brilham com intensidade e provocam ruídos mágicos, denunciando o que sentem.
Das mãos atiram raios lunares que ganham potência conforme o nível mágico de quem os conjura, e podem extrair o próprio brilho estelar do ar para tecer tecidos lunares. Mais notável de tudo, uma vez por noite podem se teleportar para qualquer lugar de Gloomhaven que já tenham visitado ao menos uma vez, usando apenas a luz da Lua, o que os torna quase impossíveis de eliminar e perfeitos para sequestros e missões de espionagem. Ao redor do corpo carregam uma aura azul que transmite esperança.
Quando os Deuses Luminosos perceberam que as Almas Estivais não conseguiriam conter sozinhas a infestação dos espinhos, mergulharam num desespero absoluto, a ponto de considerar destruir tudo o que vivia no reino. Foi então que a Deusa Anshatar pediu ajuda às Estrelas, à Lua Crepuscular e ao Sol do Amanhecer, os dominadores externos do cosmos. Anshatar se prostrou publicamente diante da Lua Crepuscular, deixando de lado toda a postura divina, e por isso perdeu o respeito da maioria das Divindades Luminosas; nenhuma, porém, ousou votar contra ela, exceto Garador. Essa humilhação ritualística é o evento que separa Anshatar do resto da Aliança Luminosa e prefigura sua eventual deserção.
Os Luas Crepusculares desceram dos céus através de brilho estelar, manifestando-se em diversas linhas de frente em perfeita sincronia. Espalharam terror entre as tropas Espinhosas das Coroas Vermelhas e foram salvação anônima para os seres da Resistência, que só os viam durante a batalha, antes de se dissiparem assim que ela estava vencida.
São os fundadores das Memórias Lunares, e dessa vocação de guardar e registrar nasce a figura que os representa. Sua capital é Lunavéu, a Capital Estelar compartilhada, onde se ergue a Livraria Perene: uma biblioteca de estantes que se estendem por corredores sem fim. A guardiã dela é a Capitã Gwynevere, A Primeira Lua, nascida das lágrimas eternas da Lua que chorava sob a melodia proibida que separou Divindades de Estrelas. Quando o sono profundo abateu sua prima distante, a Princesa Frostmoon, Gwynevere foi forçada a tomar o lugar dela em Gloomhaven, pois a forma apenas espiritual da Princesa não bastava para manter Hudantel segura. Em homenagem às lágrimas da Lua, Gwynevere registra na Livraria cada minuto, cada segundo que passa.
São, contudo, presas de uma prática proibida e cruel: extremistas espinhosos os caçam como fonte de alimento lunar.
Os Luas Crepusculares encabeçam o setor dos Enviados das Estrelas: os estelares descidos da Lua Crepuscular. Sua chegada marca o momento em que a guerra deixa de ser um assunto interno dos Tecelões e dos Espinhosos e passa a envolver potências externas ao plano. São a prova viva de que, para salvar Gloomhaven, Anshatar estava disposta a humilhar-se diante de algo maior que os próprios deuses.