
Os Nascidos do Inverno são os Tecelões das Estações mais antigos de Gloomhaven, os governantes espirituais do reino antes da invasão espinhosa.
Os Nascidos do Inverno são os Tecelões das Estações mais antigos de Gloomhaven, os governantes espirituais do reino antes da invasão espinhosa. Foram, em seu apogeu, imponentes, justos e acessíveis: respeitavam o ciclo das estações e permitiam que primavera, verão e crepúsculo ascendessem em seus intervalos reservados. Mesmo hoje, reduzidos a pouquíssimos números, mantêm intacto o caráter coletivo que um dia lhes foi atribuído, o da honra que pertence ao grupo antes de pertencer ao indivíduo.
Têm afinidade altíssima com armas gélidas e com a magia invernal. Sobre a neve, seu poder, força e agilidade triplicam; podem se camuflar como camaleões em paisagens nevadas através de magia gélida de ilusão, e a temperatura de seus corpos pode descer ao negativo máximo, recurso que usam para quebrar algemas, congelar quem os toca sem permissão, ou demonstrar dominância entre os machos. Sua pele é gelada ao toque, seus cabelos prateados e seus olhos azuis na maior parte do tempo; quando impressionados, suas pupilas refletem flocos de neve espectrais. Brilham numa aura branca capaz de iluminar cavernas inteiras. Não dormem, mas precisam tocar a neve ao menos uma vez por semana, e sua voz costuma ser sussurrante por causa da própria estrutura das cordas vocais.
Há, porém, uma sombra em sua natureza. Os que restaram foram despertos pela falta de equilíbrio causada pelos espinhos e, indiretamente forçados a inerir o Vazio para terem alguma chance, assim que foram invocados pelos Deuses Luminosos. Isso lhes deu acesso a habilidades dependentes da escuridão e os tornou visivelmente melancólicos. Por essa mesma afinidade compartilhada com o frio e o vazio, podem oferecer fragmentos invernais aos Inflamados, quando há confiança entre as partes.
O outono atacou cobardemente, quando faltavam apenas alguns dias para o fim do inverno. A Princesa Frostmoon liderou os Nascidos do Inverno contra o Povo dos Espinhos por todo o tempo que lhes restava, até que o ciclo natural das estações os forçou a adormecer instantaneamente, no meio do calor da batalha. Um após o outro desmaiou, até que todos estivessem caídos contra a neve, e o Povo dos Espinhos executou no chão todos os que dormiam. Esse evento é o Massacre Invernal, a ferida fundadora da raça.
A Princesa Frostmoon cometeu então o pecado capital de permanecer acordada, fundindo-se com a essência do vazio para salvar os sobreviventes através de um teleporte abissal. O custo foi terrível: seu corpo físico jaz aprisionado e adormecido num cristal, e ela só consegue se comunicar com seus protegidos por meio de uma manifestação espectral, visível apenas nos territórios da neve.
Sua capital é Hudantel, a Capital Nevada, cujas lâminas forjadas são referência de afiação espiritual em todo o reino. A figura que os representa é a própria Princesa Frostmoon, que administra a Escuridão, a Magia Glacial e a Inteligência. Depois que o sono profundo a abateu, coube à sua prima distante Gwynevere tomar seu lugar em Gloomhaven, pois a forma apenas espiritual da Princesa não seria suficiente para manter Hudantel segura.
Pertencem aos Tecelões das Estações, vinculados ao ciclo das quatro estações; e, dentro desse setor, encarnam a estação que foi traída. São a memória viva de um reino que um dia respeitou a ordem do tempo, e a melancolia que carregam é a melancolia de quem governou com justiça e foi massacrado durante o próprio sono.