
O Povo dos Espinhos é a raça mais antiga de todas: os primeiros Seres Espirituais a existir no mundo, Espíritos nativos do subsolo, Filhos do Deus dos Espinhos: Setíferus, o criador sem nome.
O Povo dos Espinhos é a raça mais antiga de todas: os primeiros Seres Espirituais a existir no mundo, Espíritos nativos do subsolo, Filhos do Deus dos Espinhos: Setíferus, o criador sem nome. Portadores de um rancor milenar e do desejo de uma vingança já podre e fria, taxada como Pecado Capital e selada em dez chaves divinas abaixo das Profundezas, foram rejeitados pelos Deuses Luminosos junto de seu deus e forçados a nascer no lugar mais profundo do abismo, exatamente onde foram parar.
Sua aparência varia muito, mas três marcas estão sempre presentes: os olhos profundamente vermelhos, a pele pálida e alguns espinhos pelo corpo. As fêmeas costumam carregar muitos espinhos misturados entre os fios de cabelo, enquanto os machos exibem grossas raízes cortantes enroladas ao redor dos braços, usadas como armas. A pele deles é surpreendentemente macia, como a de um recém-nascido, e seus rostos são geralmente belos como os de anjos.
Têm afinidade absoluta com a Influência dos Espinhos, o que faz da maioria deles guerreiros-feiticeiros especializados na Magia do Deus Espinhoso. Existem exceções, mas é difícil abandonar algo que clama dentro de si por atenção. Espinho nenhum pode feri-los: entrar em contato com espinhos é, para eles, como se envolver num cobertor macio e confortável. As fêmeas são atraentes até para os inimigos e costumam usar magias de encanto para prender oponentes vulneráveis em suas inescapáveis raízes da morte. Enxergam a noite como se fosse dia, o que os torna verdadeiras máquinas de guerra noturnas, embora sejam muito sensíveis ao fogo do sol. Alimentam-se da luz da lua, numa espécie de fotossíntese alternativa, e brilham num vermelho discreto que se faz aura ao redor do corpo. Quando estão felizes, não é incomum que rosas ou cravos brotem temporariamente em seus espinhos, sobretudo nas fêmeas.
Por centenas de anos foram esquecidos e dados como coisas que jamais haviam sequer existido. A superpopulação no abismo lentamente começou a matá-los, e o Deus dos Espinhos foi entregue à melancolia extrema de ver seus herdeiros morrendo de fome, de brigas internas e de divisões sociais profundamente injustas. Eles não mereciam aquele inferno, aquela humilhação; não tinham culpa alguma, e foram rejeitados apenas por serem quem eram.
Depois que Setíferus foi assassinado pelos próprios irmãos, a Mãe Espinhosa, que recebeu o beijo derradeiro do deus moribundo, conduziu o Povo para fora do abismo, rumo ao Mundo Espiritual. Emergiram sobre os galhos da Árvore Espiritual e mataram Soria, a Deusa da Esperança, em resposta ao pedido de desculpas que ela lhes dirigiu. Assim começou a Guerra das Estações.
O Povo dos Espinhos é a raça fundadora das Coroas Vermelhas, a facção nativa das Províncias do Outono, erguida em torno da capital de Briarwatch, onde o poder dos espinhos flui nas veias da família governante, os Thornblood. Sua matriarca e representante é a Mãe Espinhosa, amante do Deus dos Espinhos, que abraça os desejos de seus filhos de disseminar destruição e propagar o ódio gerado pelo tempo. A facção expandiu seu território e sua influência muito além da população nativa ao recrutar Inflamados, por meio do acordo de Astella, e mestiços, através dos Chapéus Vermelhos. Houve, porém, um cisma: alguns Espinhosos duvidaram dos métodos de seu Deus e abandonaram a causa, dando origem a uma população dividida que hoje serve a outras facções.
Pertencem aos Tecelões das Estações e encarnam o outono: a estação que rompeu o ciclo. Sendo os primeiros de todos os Seres Espirituais, são também a origem do desequilíbrio que assola Gloomhaven: a injustiça cometida contra eles e a vingança que se seguiu são a raiz de toda a história do reino.
Casa: Coroas Vermelhas (Outono / Thornblood), capital Briarwatch.