
As Suseranas Gêmeas são os Radiantes mais peculiares de Gloomhaven: criaturas femininas únicas que compartilham a mesma alma, unidas por um amor incondicional uma pela outra.
As Suseranas Gêmeas são os Radiantes mais peculiares de Gloomhaven: criaturas femininas únicas que compartilham a mesma alma, unidas por um amor incondicional uma pela outra. Mental e fisicamente incapazes de se separarem por muito tempo, são alcançadas pela morte caso isso ocorra.
Possuem o dom de se transformarem em armas letais, enfrentando incontáveis inimigos sem cansaço, alternando-se entre si com velocidade: enquanto uma descansa na forma de arma, a outra luta; e vice-versa. Podem assumir a forma de qualquer arma que já tenham tocado. O orgulho é sua marca de nascença, embora alguns pares consigam demonstrar humildade após muito estudo e reflexão. São atraídas por objetos dourados e brilhantes, característica radiante intensificada nelas, e sua existência é pouco conhecida em Gloomhaven; quando surgem, usam o poder da sedução e do engano para tirar vantagem de quem cruza seu caminho.
Curiosamente, por razões misteriosas, sentem arrepio e um discreto êxtase quando estão próximas de um Âncora; alguns Magos Radiantes acreditam que a essência de Garador dentro delas reage de maneira peculiar aos seres corpóreos. E há um limite: fazer com que ambas sintam a mesma coisa ao mesmo tempo pode sobrecarregá-las, já que uma gêmea já transmite todas as sensações à outra.
Garador sempre foi um Deus enigmático, o que surpreende em alguém que representa a Ordem. Sua predileção por criar apenas mulheres e seres que desafiam os padrões luminosos, como os Sentinelas, gerou controvérsia entre as outras divindades. Quando Anshatar o confrontou diretamente, acusando-o de gerar desequilíbrio pela falta de diversidade em suas criações, ele concebeu, como desafio, uma criatura única: uma entidade feminina que jamais precisaria de um ser masculino para se sustentar; um Ser Espiritual tão altivo e autoconfiante que o máximo que faria com homens seria se divertir; uma criatura que seria duas em uma, na mais pura essência da expressão, para que nunca necessitasse de ninguém além de si mesma. Bela, inalcançável e irresistível, concebida para causar inveja desde o nascimento, jamais buscando sua "outra metade".
Repugnada com a resposta, Anshatar amaldiçoou as Suseranas Gêmeas: já que não precisariam de mais ninguém para se completarem, também nunca poderiam se afastar uma da outra, e compartilhariam todas as sensações, da dor ao prazer. O Deus da Ordem não interveio, demonstrando sua indiferença e revelando que, dentre todos os seus mistérios, o orgulho não era um deles.
Suas Donzelas do Destino são as Mães Jumeaux, as Progenitoras das Valquírias Douradas de Ghanliew: Donzelas gêmeas. As Valquírias Douradas de Ghanliew são a subpopulação altamente honrada da raça naquela cidade, vistas como a última carta de amor de Garador para os Radiantes. Rumores investigados por jornalistas da cidade dourada sugerem que as próprias Mães Jumeaux possam ter sido moldadas à mão, literalmente, por Garador, à imagem e semelhança da primeira esposa que o Deus da Ordem teve, em seus dias de luto.
Diferentemente das Suseranas comuns, as Jumeaux não se transformam em qualquer arma que tocaram: transformam-se em cetros dourados gigantes que controlam os raios dos céus. Durante o cerco de Ghanliew, as forças Inflamadas de Astella aprenderam de forma amarga o quanto um raio é doloroso; mais de três mil inflamados foram ceifados pelos raios precisos desses cetros divinos ao longo da década. As Jumeaux treinaram para se familiarizar com a influência dos Âncoras sobre seus corpos e são as únicas Suseranas conhecidas capazes de lutar contra um Âncora sem perder a concentração. Diz-se que o próprio Solarium se ajoelhou diante delas, pedindo a oportunidade de empunhá-las por ao menos um minuto em suas formas de combate; teve o que queria, mas foi incapaz de suportar o poder das duas ao mesmo tempo, e, desde aquele dia, o Deus é perdidamente apaixonado por elas.
Pertencem aos Radiantes, os abençoados pela ordem de Garador, e são a expressão mais íntima de seu orgulho: nasceram de uma provocação entre deuses e foram amaldiçoadas pela inveja de outra deusa. Existem como a prova viva de que, mesmo na Ordem, há mistério, vaidade e teimosia divina.