
Em um galho distante, castigado pelo Sol, vivem os aliados mais poderosos da Primavera.
Nota de proveniência: esta raça não consta no
creator-datanem no PocketBase. O perfil abaixo é sintetizado a partir do corpus de Discord (canal de raças). Os Trilhadonnos não se encaixam em nenhum dos seis ramos canônicos da criação de personagem: são definidos pelas próprias fontes como um povo que não depende das estações para viver, forjado pela Raiz Norte da Árvore Espiritual, daí a designação de ramo acima.
Em um galho distante, castigado pelo Sol, vivem os aliados mais poderosos da Primavera. São um povo de cultura sem igual, que não depende das estações para viver. Para muitos habitantes de Gloomhaven, a mera existência deles é simplesmente impossível; mas ali estão, para provar o contrário. São os Trilhadonnos, os primeiros dos dois povos espirituais que tecem, com suas próprias essências, os sentimentos da Árvore Espiritual.
São Seres Espirituais forjados pela Raiz Norte, trazidos à vida pela própria Árvore Espiritual; não dependem das estações para existir, mas dos próprios sentimentos. Por isso foram imbuídos da coragem e são responsáveis por manter motivadas as folhas da Árvore. Suas peles escuras exaltam um charme natural; são maravilhosos e estonteantes: as mulheres Trilhadonnas provam a todos os povos de Gloomhaven que não é preciso vestir ouro para fazer queixos caírem, e os homens são o exemplo de que a melhor armadura é a força de vontade.
Vivem para a coragem em corpo e alma. Não sentem frio, medo ou fraqueza: um trilhadonno vive como uma máquina e morre como uma máquina. Sua hierarquia é definida por aquele que mais luta, e possuem energia sem-fim, prontos para o combate a qualquer momento. Só podem chegar à maturidade se souberem dançar: são dançarinos hipnotizantes, e o uso da dança em combate é comum entre eles. Usam bandagens ao redor do corpo para reduzir o atrito, um material de grande valor para a comunidade Âncora, que, segundo rumores, o emprega como alternativa não-violenta ao sangue pútrido. Curiosamente, para surpresa dos Filhos do Éter Sólido, os Trilhadonnos podem tocar os Âncoras normalmente sem perder a composição espiritual; Arteras diz que é porque são "dignos", mas nunca elaborou.
Resistem a uma quantia absurda de dano estacional e são imunes aos Infectados do Desespero. Em batalha, seus braços e pernas se envolvem numa aura azulada que queima de dentro para fora ao tocar a vítima, seja de calor ou de frio. Seu dano é triplicado contra Prateados e seres do Vazio, os próprios bruxos os evitam, pois o vazio nasce justamente da falta da coragem que os Trilhadonnos encarnam. Quando mais de um deles está numa mesma área, estabelece-se uma Aura da Coragem num raio de trinta metros: o adorno da Árvore Espiritual brilha numa esfera arcana no chão e o solo queima tudo o que provém do desespero, prova primordial de que a Árvore está do lado deles.
São, dizem, mais desejados para relacionamentos do que as Esfinges e as Almas Estivais, raças antes tidas como as mais atraentes dentro das muralhas. E os Credores extremistas se intimidam diante deles, pois os Trilhadonnos são a prova definitiva de que o Povo de Gloomhaven não precisa das estações para viver, muito menos da Ordem que tanto pregam como força maior.
Depois do pedido de ajuda de Anshatar aos galhos vizinhos, Trilhadonna, um galho adjacente ao celestial, foi um dos primeiros a atender ao chamado, apesar da distância. Em semanas montaram um batalhão extremamente intimidador, do dobro do tamanho do exército espinhoso que jaz em Gloomhaven, com um só objetivo: acabar de uma vez com a quarentena do Reino Sombrio. A batalha foi árdua e sangrenta: Prateados de um lado, Trilhadonnos do outro. Pela primeira vez em toda a história, os Prateados passaram a cair constantemente, e a muralha rachou. A esperança de Anshatar e do Povo Prisioneiro do Reino Sombrio reacendeu-se; era como se Soria estivesse presente.
Porém, Garador surgiu sobre a muralha com uma armadura prateada. Ao testemunhar o irmão revelar que defenderia seu domo do pesadelo, Anshatar aconselhou rapidamente que os Trilhadonnos recuassem, mas eles não recuaram. Mandar a coragem cessar para o povo que a representa? Uma verdadeira tolice da Deusa. Garador teve, pela primeira vez, uma derrota: os Trilhadonnos derrubaram a primeira camada da muralha, e o Deus da Ordem foi forçado a acordar os Prateados mais profanos para combatê-los. Mesmo com perdas incessantes, e apesar da bravura e dos feitos exemplares, não recuaram, e foram derrotados pela segunda onda de Prateados. Poucos sobraram para contar a história; outros sumiram, para um destino pior que a morte: uma vida dentro de Gloomhaven.
Alguns sobreviventes conseguiram refúgio dentro da muralha. Fractaria os recebeu como verdadeiros heróis e, até os dias atuais, os financia generosamente para que ensinem suas habilidades ao resto da Resistência.
Os Trilhadonnos são uma das duas raças que tecem os sentimentos da Árvore Espiritual a partir da própria essência: a sua é a coragem. Não pertencem a estação alguma, e é precisamente por isso que existem como prova viva de que Gloomhaven não precisa das estações nem da Ordem para viver. São o testemunho de que a coragem, sozinha, derrotou um deus sobre uma muralha, ainda que ao custo de quase toda a sua gente.
Não possuem Donzela do Destino documentada (lacuna canônica).
A lore desta raça é rica e completa: traz origem narrativa detalhada (a batalha pela muralha e a derrota de Garador), uma cultura própria distinta (a coragem, a dança como pré-requisito de maturidade, as bandagens), uma longa lista de mecânicas concretas e uma posição cosmológica clara como tecelões dos sentimentos da Árvore. A única lacuna real é a ausência de uma Donzela do Destino documentada.